A eletrocardiografia tem demonstrado durante seus mais de 100 anos de vida que é um importante exame para auxiliar os cardiologistas. Já conhecida por sua excelência nas arritmias, observamos atualmente o seu emprego nos métodos diagnósticos para prever a morte súbita (Pastore, 2006).
Willem Einthoven, médico formado na Universidade de Utrecht, iniciou, em 1886, o estudo das pequenas correntes elétricas que se desenvolvem no coração. Naquela época, para tal finalidade, o melhor aparelho de registro era o eletrômetro capilar de Lippmann. Porém, sua inércia e o tempo necessário na correção matemática das curvas exigiam aperfeiçoamentos. Por isso, Einthoven dedicou-se ao estudo do galvanômetro de bobina de Ader e calculou que as características do aparelho melhorariam o seu desempenho para o objetivo visado.
O galvanômetro de corda, criado por ele possuía uma superioridade técnica incontestável sobre o aparelho elaborado por Ader. Einthoven passou a usar as três derivações hoje ainda empregadas como padrão. Apesar de seu aparelho ter o inconveniente do peso e tamanho, prosseguiu seus estudos. Descobriu traçados de estenose mitral e discutiu sobre distúrbios de ritmo. Em 1907, descreveu o aparecimento de uma terceira bulha. Einthoven estudou a influência dos movimentos respiratórios e das mudanças de posição do corpo sobre o ECG. Esses trabalhos levaram-no à concepção do chamado esquema do triângulo eqüilátero.
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